Deu branco!

setembro 21, 2009

Tive a oportunidade de assistir um fabuloso espetáculo, que fez jus a este post.

VOCA_PEOPLE

The Voca People é um espetáculo musical e humorístico, simplesmente fantástico. Oito pessoas (5 homens e 3 mulheres), todas vestidas de branco, cantam músicas de vários estilos e épocas, ao vivo e sem nenhum instrumento – além de microfones. A excelente produção consagrou o brilho especial no evento, realizando um “gran finale”.

Para um workaholic, as percepções estão ativas 24 horas por dia, não havendo descanso nem distinção entre a vida pessoal com a profissional. Não podendo ser diferente, durante o momento de diversão fiz algumas ligações com universo empresarial, que compartilharei aqui.

A simplicidade do branco puro é o primeiro fator de destaque. A imensa criatividade utilizada em torno de uma única cor conseguiu alcançar o mais elevado patamar criativo. Se a vestimenta fosse colorida, o espetáculo não chamaria tanta atenção. Essa é uma boa lição, principalmente para os designers: a magia da simplicidade pode gerar resultados incríveis!

corel_montagem

Outro diferencial foi a ausência de instrumentos musicais. Você conhece uma quebra maior de paradigma, do que realizar um musical sem instrumentos? E melhor, os aparatos não fazem falta! Percebe-se ai uma “quebra de muros”, onde o que parece fundamental é retirado ou substituído, atingindo ótimos resultados. Quantos empresários são apegados aos “muros” que deveriam ser rompidos… É uma boa receita para inovação.

As demais ligações só podem ser comentadas com quem assistiu atentamente. Organização, objetividade, pontualidade, participação ativa do público (platéia), atrativos verdadeiros entre outras peculiaridades devem ser conferidas pessoalmente.

Uma pequena amostra do espetáculo pode ser conferida no Youtube, pelo link http://www.youtube.com/watch?v=N6EYrqIn0yI Ao assistir, é possível fazer outras ligações empresariais, por isso vale a pena assistir!

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O fabuloso momento ocorreu graças a Adriano Pagy (Citroen – apoiadora do evento), e através do convite especial de Dea Pagy - a quem me retrato publicamente por aqui, pois a segunda família é tão importante quanto a primeira!

Concorrência móvel

setembro 12, 2009

Assistindo a propaganda da Tim, Luciana (esposa, amiga e companheira) indagou:

BlueManGroup

Blue Man Group, tema da nova campanha publicitária da TIM

“A concorrência nessa telefonia está difícil, daqui a pouco as empresas vão pagar para você usar o celular”.

E ai, como funciona isso? Será que ela está certa? Bem, nenhuma empresa vive ser ter lucro, ou seja, seguindo essa teoria, ou todas vão falir – o que é difícil, ou elas terão lucro ao pagar para o cliente usar – o que é impossível.

Assim como as grandes corporações, as empresas menores também se deparam frequentemente com verdadeiras armadilhas espalhadas pelo mercado. As formas de escapar estão nas estratégias adotadas.

Voltando aos celulares, as mudanças radicais em curto espaço de tempo podem surpreender quem revive essa história. Não faz muito tempo, quem queria um celular precisava entrar em uma fila gigantesca para conseguir a linha. Os aparelhos, nada portáteis, eram um verdadeiro gasto – não é a toa que os pagers reinavam.pagerDepois chegavam os aparelhos digitais, com linhas mais baratas, mas os aparelhos ainda inacessíveis. Com os avanços tecnológicos, ambos ficaram “em conta”, porém surgem novas operadoras e uma verdadeira concorrência. Quem, hoje em dia, não tem um celular? O famoso pré-pago custa a partir de R$30,00 ou vira brinde na compra de um guarda-roupa.

Para as operadoras, a famosa portabilidade cria uma serie de ameaças e oportunidades. A concorrência que já era acirrada, ficara maior. A sobrevivência vai além de celulares gratuitos ou planos tentadores, novos desafios surgem. Com uma breve análise de cenários futuros, penso em duas hipóteses:

1- As operadoras continuarão atraindo clientes por aparelhos baratos, tentando mantê-los com promoções aparentemente atraentes e obtendo o lucro real através de contas altíssimas e outros serviços auxiliares.

2- Ocorrerão mudanças radicais de posicionamento para quebrar paradigmas e mudar conceitos.

A Nextel optou pela segunda opção. O público não se encanta por aparelhos multifuncionais, pois seu interesse é falar muito e de graça (independente da localização). Você já percebeu como a empresa está crescendo? Certamente você conhece alguém que tem os * no meio dos números.

Idéias brilhantes

setembro 10, 2009

Um dos mais valiosos conselhos que compartilho por aqui: cuidado com as idéias!picareta

Vamos começar desmistificando. Há quem pense que um profissional de comunicação (geralmente os publicitários) são aquelas pessoas extremamente visionárias e criativas, que tem idéias inusitadas e fantásticas – geralmente no primeiro encontro eles apresentam uma série de projetos fascinantes para sua empresa. Você acredita nele?

Pois se você imagina um profissional assim, ou conhece algum semelhante, suspeite! Se as idéias brilhantes não forem planejadas e adequadas a verdadeira realidade da empresa, elas serão meramente fantasiosas. Vale a prova: se não é possível conhecer uma realidade completa em pouco tempo e sem estudo, para que servem idéias desconexas?

Para evitar esse tipo de erro, explico um pouco do primeiro processo de um projeto. Tudo começa com um bom briefing, que vai além de uma breve conversa com o empresário. Antes de ter insight´s fascinantes, faz-se necessário um verdadeiro estudo sobre o mercado, focando os clientes, tendências, culturas, hábitos entre outros comportamentos. O resultado? As reais necessidades que deverão ser trabalhadas para atingir resultados verdadeiros!

Enfatizo ainda, uma única linha de comunicação integrada e bem trabalhada, vale muito mais que mil idéias irreais – que são lançadas de 5 em 5 minutos!

Contratam-se vendas

agosto 31, 2009

Expediência para curiosos e ociosos:

No domingo, compre um jornal, localize o caderno de empregos, conte quantas ofertas estão anunciadas (para todos os níveis) e quantos anúncios procuram vendedores.

Para chegar o resultado, não é necessário fazer uma contagem avançada. Basta uma breve leitura para perceber que a maioria buscam vendedores, representantes comerciais, revendedores e por ai vai…

anuncioÉ realmente impressionante observar a grande demanda para essa área. Mesmo com tantas oportunidades, bons profissionais de vendas são raros e estão empregados em instituições que fornecem as melhores ferramentas para trabalho.

Ferramentas para vendas? Sim! A mais poderosa é um produto/serviço bem estruturado. Materiais gráficos criativos e bem produzidos são meros complementos que agregam valor a um bom atendimento realizado pelo consultor comercial. Não existe milagre, vender gelo para esquimó é puro ditado. Se o oferecido não for condizente com o prometido, a venda é mais trabalhosa, realizada só uma vez e para poucos clientes!

 Uma indagação persiste: Não é estranho que a maioria das vagas seja para vendas? Será que não precisam (tanto assim) de secretários, auxiliares, atendentes e etc.?

Essa demanda, provavelmente, é gerada pelo grande fluxo pessoas no cargo. Por não estarem vendendo o suficiente, os ocupantes dos cargos são demitidos e novos são chamados. Agora, até quando a culpa da não-venda é do funcionário?

Fica a dica: antes de aparecer, analise se há demanda no mercado, se a sua empresa tem a estrutura necessária e se existe qualidade ou vantagens atrativas no que for oferecido.

Se positivo, forme uma boa equipe de vendas e ofereça boas condições de trabalho para reter talentos.

Em caso de dúvidas, não arrisque, a sua empresa não tem muitas chances de errar no mercado! Procure consultorias especializadas para gerir sua empresa.

Business Plan

agosto 26, 2009

Semana passada ganhei um livro muito especial. Desenvolvido pelo Sebrae, “COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIO” é um ótimo referencial para qualquer empresário. Simples, interativa e bem ilustrada, a leitura completa e atenciosa demorou pouco mais de uma hora – a construção demora um pouco mais!

planodenegocios

Foto por: Gabriel Lontra

Já na oitava página do livro, uma das perguntas cruciais para a abertura de um negócio é relatada:

“Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”

O Plano de Negócios é uma poderosa ferramenta de gestão de empresas. Nele, todas as etapas de implementação devem ser bem detalhadas (aprofundarei aqui alguns tópicos auxiliares). A criação de um bom projeto empresarial é uma fase imprescindível para consolidação de um bom negócio. Nessa hora, as consultorias especializadas de marketing/comunicação são indispensáveis, pois ajudam a desenvolver uma base empresarial sólida, um bom produto ou serviço e uma comunicação efetiva.

Encontrei uma publicação virtual do livro, quem tiver interesse basta clicar aqui.

Destaque na Cultura

agosto 24, 2009

É realmente interessante observar as diretrizes que certas empresas tomam em busca de destaque. Ao perceber as evoluções do mercado, dos concorrentes e dos consumidores, as empresas traçam estratégias inovadoras, visando sobrevivência e crescimento. Claro, o resultado final vai depender da maneira que a estratégia foi desenvolvida e do investimento aplicado!

livraria_cultura

Visitando um shopping, reconheci uma verdadeira e completa ação de marketing. Trata-se da estruturação da Livraria Cultura (que fica no CasaPark, em Brasília). Basta uma visita que qualquer profissional da área fica encantado com o excelente trabalho lá realizado.

A primeira diferença notável foi a quebra do conceito clássico de livraria, deixando de ser apenas um espaço repleto de estantes e livros. Existem teorias que ameaçam a existência de livros no futuro, pois o conteúdo passaria a ser todo virtual. Provavelmente, a influência da tecnologia na leitura foi um ponto observado pelo gestor do projeto, que incentivou a diversificação dos produtos oferecidos.

interior_livraria

Manter os livros bem organizados é obrigação de qualquer livraria. A Cultura superou isso disponibilizando de maneira atrativa as diversas obras. Os produtos foram diversificados, comercializando além de livros, CDs, DVDs, jogos, brinquedos educativos e outros acessórios – todos com ligação cultural. Com isso, as livrarias convencionais deixaram de ser concorrentes diretos. O ambiente ficou semelhante aos centros sofisticados de entretenimento (estilo da Fnac).

Excelentes utilizações da marca

Aplicações corretas da marca.

Bem decorado, organizado e devidamente setorizado, o ambiente tornou-se agradável e acolhedor. A marca é utilizada com parcimônia, sem exagero ou extravagância. A criação de ambientes auxiliares (lanchonete, espaço para eventos, brinquedoteca e etc.) foi uma ótima estratégia para criar outros atrativos e manter o público no local. Confesso que o atendimento de excelência agregou, ainda mais, valor a organização.

O resultado geral é nítido: em pleno domingo a noite, uma livraria lotada! Interessante, não?

Acontecimentos especiais

agosto 20, 2009

Ontem, (19/08/2009) aconteceu à inauguração pública deste blog. O petit evento foi realizado a convite do professor e consultor Roberto Francisco que, após visitar a página, gostou da iniciativa e aprovou o conteúdo, solicitando uma apresentação de 10 minutos durante sua aula de Planejamento e Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços.

O simpático convite pode ser considerado um fabuloso indicador de sucesso deste espaço. Confira:

Feedback do professor Roberto sobre o blog Melhores empresas - Como chegar lá.

Feedback do blog, enviado por e-mail.

Roberto Francisco é um consultor com vasta experiência em gestão de projetos e negócios. Perito internacional de programas da União Européia é especializado em planejamento e desenvolvimento de produtos/negócios para empresas públicas e privadas, órgãos e instituições nacionais e internacionais. Acumula uma experiência de  20 anos em docência no ensino superior e 15 anos em planejamento, gestão e marketing de projetos. Por ser um profissional renomado, seu apoio fortalece a existência deste blog!

Professor e cosultor Francisco Roberto Ferreira dos Santos

Professor e cosultor Francisco Roberto Ferreira dos Santos

A apresentação foi prestigiada por 12 consultores, pós-graduandos em Marketing para Produtos e Serviços, graduados em diversas áreas e com várias especialidades. Todos foram convidados para acompanhar e participar ativamente desse espaço – A participação de pessoas especiais é uma das estratégias de sucesso dessa iniciativa!

Empresabilidade

agosto 20, 2009

Por ser um blogueiro nato, estou sempre acompanhando e participando de diversos. Um dos meus favoritos é o do consultor, professor e visionário Evaldo Bazeggio, que aborda em sua página alguns assuntos realmente interessantes! Em seu post mais atual, ele fala sobre a capacidade de atrair e reter os melhores talentos em empresas: “…os melhores talentos escolhem as organizações que querem trabalhar…”.

Para quem quiser ler mais, vale a dica: http://e.bazeggio.blog.uol.com.br

Para quem você serve?

agosto 18, 2009

Quem ou qual é o público de sua empresa? A princípio essa é uma pergunta óbvia que qualquer empresário deveria responder, porém as respostas nem sempre são as mais adequadas.

De acordo com o conhecimento técnico, cada empresa tem públicos internos, externos e (em alguns casos) mistos. Estes devem ser identificados para que os meios de comunicação com cada um sejam definidos. Claro, mesmo identificando vários alvos, os clientes/consumidores são o público final e principal; é deles que trataremos neste post.

Independente do conceito de público entendido pela empresa, os clientes devem ser segmentados e conhecidos pelos gestores da marca. Esse resultado irá interferir em todas as decisões estratégicas e comprometerá os resultados desejados. Você conhece realmente o seu público? Então responda:

Quem são os clientes de sua empresa?
Quantos são?
A maioria são homens ou mulheres?
Jovens ou idosos?
Qual o nível social ou poder aquisitivo?
Onde moram?
Do que gostam?
Quais são as culturas que seguem?
*Essas são algumas dicas de possíveis segmentações de mercado.

Assim como a falta de identidade empresarial e os nomes não apropriados (postagens anteriores), a má definição de um público-alvo é considerado um erro bem grave que pode comprometer a vida de uma empresa. Ao achar que “todo mundo” ou ”qualquer um” são públicos fieis, as empresas são projetadas no mercado sem um foco, dando um verdadeiro tiro no escuro!

alvo

Compartilhando experiências, assumo que já atendi algumas empresas que não conseguiam se firmar no mercado ou não tinham seus produtos/serviços aceitos – isso é um problema absolutamente normal! A falta de definição ou direcionamento errado do público eram as causas desse fracasso. Surpreendentemente, ao resolver essa incógnita, a realidade da empresa mudava e o planejamento fluía melhor.

Certa vez ouvi a frase: “Não se conhece o segredo do sucesso, mas o do fracasso é tentar agradar a todos.” – Neste caso, é a mais pura verdade!

Se você esta desenvolvendo um novo produto, antes de qualquer coisa procure identificar claramente seu futuro público:

QUEM TERIA INTERESSE E POSSES PARA ADQUIRIR O QUE A EMPRESA OFERECE?

Feito isso, customize o oferecido para o gosto de quem você identificou, por exemplo: Se forem crianças, é necessário adequar ao universo infantil. Se forem idosos, as tendências clássicas e discretas vão agradar. O segredo é criar pontos de identificação do público com o produto, gerando interesse! Agora, seria possível desenvolver um produto que agrade simultaneamente as crianças e os idosos? Certamente um dos lados ficaria insatisfeito!

Por outro lado, se a sua empresa já existe, as pesquisas de opinião (bem formuladas e aplicadas) são as melhores ferramentas para identificação. Até aqui é a função do marketing. Na seqüência, localizar o público segmentado e fazer com que eles tomem conhecimento da empresa, dos seus propósitos e serviços, é função da comunicação. Essa diferenciação é muito confundida, mas será esclarecida, futuramente, aqui!

Verificando e-mails, recebi um com o nome “Placas pelo Brasil”. Após várias placas realmente engraçadas, observei uma que me fez refletir:

frango_assado

Depois de algumas risadas, reparei que a foto ilustra uma realidade presente e mais comum do que se imagina: mais uma pessoa que DIZ ser empresário, ACHA que sabe mexer com comunicação, provavelmente contratou uma pessoa que PENSA estar capacitada (normalmente é um sobrinho ou amigo que faz serviço a preço de favor), juntos desenvolvem essa inusitada idéia e realizaram o projeto com a certeza de que fizeram o certo. Se não aconteceu exatamente assim, com certeza é uma, das muitas, empresas que não investem ou dispensam serviços adequados.

Parece um exagero, mas basta uma caminhada em qualquer comércio para identificar algumas situações semelhantes. Nomes estranhos, marcas confusas, ambientes feios,  serviços sem qualidade, atendimentos questionáveis e por ai vai… Quem nunca teve uma decepção com uma empresa?

Aos empresários deixo a reflexção: Como está a sua empresa? Será que você não está vendendo frango com aparência de porco?

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